A Roda é o encontro entre o repertório, músicos e o inesperado jogo coletivo.
A roda é improvisação, tanto na sua organização quanto no seu desenvolvimento: Uma mesa em torno da qual os músicos se encontram.
Os músicos, compostos de uma base de uma ou duas guitarras, um cavaquinho que faz o acompanhamento, um pandeiro para o ritmo e um ou dois instrumentos solistas.
Essa formação indispensável receberá todos os outros músicos.
A particularidade está no fato de que ninguém sabe antecipadamente qual será a composição exata da roda. Nem quais músicas estarão no programa.
Tudo é feito a partir da colaboração.
Os Chorões e Choronas presentes escolhem qual será a próxima música a partir da sua inspiração.
Os solistas compartilham a melodia, cada um interpretando o tema na sua vez.
Cúmplices, os outros músicos, fazem o acompanhamento e se adaptam à leitura proposta. Um jogo de olhares, brincadeiras e surpresas entre os músicos completa esse momento de expressão.
Por causa da forma, cada roda é única. A espontaneidade das proposições músicais, a diversidade das influências e dos participantes contribuem para a riqueza desse formato. Uma mistura cultural, social e generacional em que todo mundo se encontra para um momento de prazer compartilhado.
A roda é a ocasião ideal para botar em prática o trabalho das oficinas. Cada um pode encontrar o seu lugar, seja lá qual for o seu nível de prática. Todos os músicos são bem vindos e integrados ao coletivo, o aprendizado se faz no contato com outros.
Apoiados em suas iniciativas, progressivamente mesmo os mais tímidos ganham confiança.